sexta-feira, 24 de março de 2017

Deixamos aqui uma  singela AMOSTRA de atividades realizadas no âmbito da nossa edição
                                                         da

SEMANA da LEITURA 2017
Parabéns e um sincero agradecimento a todos os envolvidos: alunosprofessoresescritores convidados, contador de histórias, voluntários da leitura e toda a comunidade educativa.




Mais registos serão divulgados. Estejam atentos!




E a leitura de hoje é...

A nossa aluna do 8ºE, Rita Dantas, aceitou o desafio da Sic Esperança e foi autora deste texto que merece ser divulgado.

 4ª Edição do Projeto Liberdade de Expressão e Redes Sociais



Posts ingratos? Publicações proibidas?

Eu nunca esperaria isto.
Conhecemo-nos na realidade numa noite de luar, numa praia, numa festa de verão. Conhecemo-nos no virtual, através de comentários e aparentes afinidades no twitter.
Mal o vi, senti uma atração enorme. Senti que não existia mais ninguém além de nós dois. Apenas uns instantes e olhávamos-nos olhos. Um olhar profundo onde nada mais existia além de nós dois. Super romântico, claro. Porém, nem tudo o que parece é!
Fomos trocando umas palavras ainda na praia e, mais tarde, mensagens e chamadas. Ele era do Sul tal como eu. Passados dois meses voltamos a encontrar-nos de novo. Quando ele me fez o convite não recusei, evidentemente! Íamos encontrar-nos na praia em que nos conhecemos. Pensamos que seria muito mais romântico. E seria. Foi-o até tudo descambar.
O nosso primeiro encontro oficial foi no dia 8 de outubro de 2015. Não hesitei em contar às minhas amigas e em publicar na minha conta do Twitter. Ele viu a minha publicação: “Falta pouco para estar com a pessoa mais especial do mundo para mim”. Para minha surpresa, reagiu insultando-me e ameaçando-me proinbindo-me de publicar algo relacionado com ele ou com qualquer outra pessoa.
Daquela vez ignorei, por ser a primeira vez. Pensei ser uma reação normal de quem gostava de privacidade. Não dei muita importância. Eram ciúmes e quando existem ciúmes numa relação é a prova de que há amor, não é? - pensava eu que assim fosse naquela época.  Não, não é. Nada a ver! – penso eu agora.
Pareceu-me ter acalmado. Eu continuava um pouco assustada mas sosseguei quando me pediu desculpa prometendo que não se repetiria.
 Desculpei-o e acreditei na palavra dele. Havia amor na nossa relação. Parecia haver amor.  Mas infelizmente estava enganada.
No fim do primeiro encontro, acompanhou-me a casa. Ao despedirmo-nos, eu realmente acreditava que ele iria cumprir o prometido mas… grande rasteira ele me pregou! Ainda no carro, perguntou-me quando é que nos voltaríamos a encontrar e eu respondi que podia ser no sábado seguinte, num café junto da praça da minha casa. Ele concordou com algumas reticências. Por precaução, escolhi um café com bastante movimento caso ele voltasse a ser agressivo. Não sentia que ele poderia voltar a ser agressivo, mas sempre seria melhor prevenir do que remediar.
Era 17 de outubro. Sábado. Dia do nosso segundo encontro. Eu estava muito ansiosa por voltar a ver o meu grande amor de verão. Tal como no primeiro encontro, chamei as minhas amigas para me ajudarem a estar no meu melhor. Tinha imensa vontade de voltar a publicar algo na minha conta de Twitter como no encontro anterior apesar do receio do que poderia acontecer, apesar de acreditar na promessa dele. As minhas amigas insistiram bastante e eu cedi. Publiquei de forma bastante mais discreta, com uma enorme esperança de que ele não visse o Tweet. Fiz o post uma hora antes do encontro, tendo escrito apenas: “Uma hora!”.
Eram 22:00 horas, hora do nosso segundo encontro. Saí de casa com as minhas amigas e lá estava ele à minha espera com flores. Assim que me viu acompanhada, o seu semblante mudou. No momento,  pensei que talvez fosse por ele imaginar que elas viriam connosco. Elas apresentaram-se e logo se despediram. Ele pareceu-me mais aliviado e eu sentia-me insegura. Fomos para um café de uma praça muito movimentada. Ele mostrava-se pouco à vontade. Mal terminamos de beber o que pedimos, ele propôs irmos até um miradouro lá perto. Eu aceitei. Um miradouro parecia-me um lugar bastante bonito e obviamente romântico, tudo o que uma rapariga adora!
Dirigimo-nos até ao miradouro. Que bom seria tirarmos algumas fotos para recordamos aquele dia! Ele não negou o que para mim era um sinal de que ele iria cumprir com o prometido.  Enganou-me. Sei-o agora. Enganou-me com arte de caçador para apanhar uma presa.
Mais tarde levou-me a casa e voltamos a marcar encontro para o sábado seguinte. A relação estava a ir muito bem.
No dia seguinte publiquei as fotos do miradouro no Twitter sem receio já que estava tudo bem – um ato que se revelou totalmente errado. Ele revelou-se um “monstro”.
 No terceiro encontro, ele não estava o mesmo. Estava bastante agressivo tal como no primeiro. Eu assustei-me mas voltei a ignorar desculpando-o no meu íntimo - eram ciúmes. Passeamos num shopping e mais tarde levou-me até um lugar estranho.
 Lembro-me apenas de aparecerem muitos rapazes que falaram que “aquilo” era pelas fotos do Twiiter.
Só me lembro de acordar em casa com ferimentos graves. Até hoje não sei o que aconteceu.
Continuo, passado muito tempo, com medo de andar sozinha na rua. As minhas publicações no Twitter já nada têm a ver com aquelas que eu partilhava na época.

Rita Dantas
8º E

 ...
A SIC Esperança, em parceria com a Rede de Bibliotecas Escolares e com o apoio da Porto Editora, promoveu a quarta edição do projeto “Liberdade de Expressão e Redes Sociais”. O projeto consistiu na criação de um concurso para estudantes do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, com idade igual ou superior a 13 anos, com o objetivo de suscitar a reflexão sobre o caráter essencial da liberdade de expressão nas sociedades democráticas e sobre o importante contributo das redes sociais digitais do século XXI no alargamento do acesso à informação e à comunicação interativa. Pretende igualmente induzir a identificação de riscos e abusos que decorrem de uma utilização indevida ou transgressora, nomeadamente no âmbito das relações pessoais.
Os Objetivos do Projeto:
 Contribuir para a compreensão do conceito de liberdade de expressão;
 Fomentar a ideia de liberdade de expressão enquanto direito humano;
 Promover a liberdade de expressão responsável;
 Fomentar o respeito pelo outro;
 Estimular a criatividade;
 Propiciar o trabalho em grupo.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Para hoje, mais poesia.

ESCRITURÁLIA  
TEXTO POÉTICO
A ponte sobre o mar



Aquela ponte sobre o mar
Eu irei atravessar.
Sem destino caminhar,
Sobre as ondas do mar.


Aquela ponte sobre o mar
Eu não quero largar.
Em sonhos vou viajar,
Em cima da ponte amar.





 Juliana Rodrigues Fernandes      
         6ºF - nº13

Parabéns poetisa!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Todos a ler

A sugestão de leitura para hoje é...


in O livro que só queria ser lido de José Jorge Letria

Era uma vez um livro que apenas queria ser lido. Ele estava depositado numa estante junto de outros livros e de dicionários. Apesar de se sentir só, estes amigos ensinaram-lhes coisas novas. Um dia colocaram-lhe dossiês com faturas e isso entristeceu-o. Alguns meses depois, uma máquina de escrever foi colocada a seu lado. A sua tristeza desvaneceu, pois já tinha com quem conversar.
Os dias de alegria do livro estavam prestes a terminar, pois o irmão mais velho da Mariana decidiu vender a máquina a um colecionador ou a uma loja de objetos antigos. Mesmo assim, durante estes momentos que passaram juntos, a máquina disse ao livro que todos os livros são importantes, pois cada um tem uma coisa nova para ensinar. Mas o terrível dia chegou e estes dois amigos separaram-se para sempre… Para homenagear o livro, a máquina de escrever deixou ficar na sua estante duas letras do seu teclado: o A de “adeus” e o S de “Saudade”.
O livro passou dias e dias a chorar…até que o computador – o inimigo da máquina de escrever – tentou ser amável com o livro. Contudo, a tristeza não acabou…o tio Vicente morreu… o seu dono tinha desaparecido…
Foi dito ao dono da casa que o tio Vicente era possuidor de uma grande fortuna que se encontrava num cofre. Mas a chave para o abrir estava escondida num livro de que ele gostava muito, mas qual?
O livro ao saber disto decidiu cair novamente da estante para chamar a atenção e… o código tão desejado!!!
Como forma de agradecimento os proprietários voltaram a ler o livro, agradecidos pelo ato dele. Assim, o seu desejo foi concretizado… Foi novamente lido…





terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia

21 de março

Escreveu o poeta Alfred de Musset que...

" A poesia está na alma como o rouxinol está nos ramos."


Clica no link e surpreende-te com os belíssimos poemas de alguns dos nossos(as) alunos poetas e alunas poetisas.


http://www.calameo.com/read/005088669469b0896474aEscriturália - Texto poético
Ler P' raZser
Semana da Leitura 2017 



Hoje foi dia de receber o sempre surpreendente contador de histórias, o Professor António Manuel Castanheira.

Esta atividade envolveu os alunos do 2º CEB.

António Manuel Castanheira é professor de Português e História. Está aposentado profissionalmente mas  continua a partilhar a sua paixão pela Literatura e Música colaborando com as Escolas e Bibliotecas que o convidam, sempre com muito entusiasmo, acompanhado da sua viola, flauta e livros, na tarefa de motivar a todos para o PRAZER de LER, contando cantando.

 É um (en)cantador  de histórias que nos encantou a todos.
Ficam aqui alguns registos








Todos a ler

Uma sugestão de leitura por dia

A tua Biblioteca Escolar resolveu publicar um texto por dia que também poderás ler afixados pela escola: descobre-os.

As palavrasJosé Saramago in “Deste Mundo e do Outro”


As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpas. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes. Algumas palavras sugam-nos, não nos largam...
As palavras aconselham, sugerem, insinuam, ordenam, impõem, segregam, eliminam. São melífluas ou azedas. O mundo gira sobre palavras lubrificadas com óleo de paciência. Os cérebros estão cheios de palavras que vivem em boa paz com as suas contrárias e inimigas. Por isso as pessoas fazem o contrário do que pensam, julgando pensar o que fazem. Há muitas palavras. E há os discursos, que são palavras encostadas umas às outras, em equilíbrio instável graças a uma precária sintaxe, até ao prego final do Disse ou Tenho dito. 
Com discursos se comemora, se inaugura, se abrem e fecham sessões, se lançam cortinas de fumo ou dispõem bambinelas de veludo. São brindes, orações, palestras e conferências. Pelos discursos se transmitem louvores, agradecimentos, programas e fantasias. E depois as palavras dos discursos aparecem deitadas em papéis, são pintadas de tinta de impressão - e por essa via entram na imortalidade do Verbo. E as palavras escorrem tão fluidas como o "precioso líquido". Escorrem interminavelmente, alagam o chão, sobem aos joelhos, chegam à cintura, aos ombros, ao pescoço. É o dilúvio universal, um coro desafinado que jorra de milhões de bocas. A terra segue o seu caminho envolta num clamor de loucos, aos gritos, aos uivos, envoltos também num murmúrio manso, represo e conciliador... E tudo isso atordoa as estrelas e perturba as comunicações, como as tempestades solares. Porque as palavras deixaram de comunicar. Cada palavra é dita para que se não ouça outra palavra. A palavra, mesmo quando não afirma, afirma-se. A palavra não responde nem pergunta: amassa. A palavra é a erva fresca e verde que cobre os dentes do pântano. A palavra é poeira nos olhos e olhos furados. A palavra não mostra. A palavra disfarça. Daí que seja urgente moldar as palavras para que a sementeira se mude em seara. Daí que as palavras sejam instrumento de morte - ou de salvação. Daí que a palavra só valha o que valer o silêncio do ato. 
Há também o silêncio. O silêncio, por definição, é o que não se ouve. O silêncio escuta, examina, observa, pesa e analisa. O silêncio é fecundo. O silêncio é a terra negra e fértil, o húmus do ser, a melodia calada sob a luz solar. Caem sobre ele as palavras. Todas as palavras. As palavras boas e as más. O trigo e o joio. Mas só o trigo dá pão. 


segunda-feira, 20 de março de 2017

"A Leitura sai à rua"


Hoje, no âmbito da Semana da Leitura 2017, um grupo de alunos, voluntários da leitura, quis partilhar um pouco do seu tempo e do seu gosto pela leitura com os nossos queridos avós e bisavós do Lar da Casa do Povo da Ribeira do Neiva.

Foi um momento emocionante para todos!

Lembramos aqui o pensamento de Nelson Mandela, bem a propósito desta atividade que prometemos repetir, com estes e outros leitores que ficaram com pena de não nos acompanharem.

"Não pode haver maior dom do que o de dar o próprio tempo e energia para ajudar os outros, sem esperar nada em troca."








Um bem haja aos nossos jovens leitores!



Ler p' raZser
Semana da Leitura 2017 


Alguns momentos de hoje...

📖 Alguns pormenores...
📖 Os alunos do 1º CEB receberam o escritor Carlos Nuno Granja numa sessão muito participada. 

"O gosto pela leitura enriquece-nos"
 (registo ainda em atualização)




Todos a ler

Uma sugestão de leitura por dia

A tua Biblioteca Escolar resolveu publicar um texto por dia que também poderás ler afixados pela escola: descobre-os.


Lê e...gosta.



A Voz que Ouço quando Leio, de José Luís Peixoto, in 'Abraço' 


Quando leio, há uma voz que lê dentro de mim. Paro o olhar sobre o texto impresso, mas não acredito que seja o meu olhar que lê. O meu olhar fica embaciado. É essa voz que lê. Quando é séria, ouço-a falar-me de assuntos sérios. Às vezes, sussurra-me. Às vezes, grita-me. Essa voz não é a minha voz. Não é a voz que, em filmagens de festas de anos e de natais, vejo sair da minha boca, do movimento dos meus lábios, a voz que estranho por, num rosto parecido com o meu, não me parecer minha. A voz que ouço quando leio existe dentro de mim, mas não é minha. Não é a voz dos meus pensamentos. A voz que ouço quando leio existe dentro de mim, mas é exterior a mim. É diferente de mim. Ainda assim, não acredito que alguém possa ter uma voz que lê igual à minha, por isso é minha mas não é minha. Mas, claro, não posso ter a certeza absoluta. Não só porque uma voz é indescritível, mas também porque nunca ninguém me tentou descrever a voz que ouve quando lê e porque eu nunca falei com ninguém da voz que ouço quando leio. 
Perante um jornal, a voz lê-me pedaços de notícias. Começa a ler e desinteressa-se. Rasga pedaços de textos ou de títulos que me lê sem organização. Quando caminho pela rua, a voz diz-me frases pintadas nas paredes, diz-me palavras que brilham em letreiros iluminados. Caminho e a voz vai falando comigo. Não lhe respondo porque não sei como falar com ela. É uma voz de falar. Penso que é uma voz que não ouve. Abro romances e a voz é paciente a explicar-me paisagens que nunca vi, árvores, estradas, horizontes. Quando me fala de pessoas e coisas verdadeiras, volto atrás. Ao repetir-me um texto, a voz detém-se mais em cada palavra. Pronuncia cada sílaba. Para em frases e repete-as porque quer que eu as entenda completamente. Eu, que não sei se entendo, ouço-a, admirado com as palavras. Não foram poucas as vezes que a voz que ouço quando leio me fascinou com palavras que disse.
Muitas vezes, as suas pausas acenderam imagens no meu interior, nos lugares escuros que transporto dentro de mim e que não conheço. 
Muitas vezes essa voz iluminou lugares dentro de mim: túneis que não conhecia. Muitas vezes, vejo essa voz avançar por eles com uma tocha. Eu sei que a voz que ouço quando leio não tem medo. Eu sei que essa voz me conhece melhor do que eu me conheço a mim próprio. Diante de poemas, a voz caminha por dentro das palavras. Dentro de cada palavra: túneis de palavras refletidas em espelhos à frente de espelhos. Avança por esses túneis de palavras multiplicadas como se desenhasse mapas dentro de cada palavra. Ao fazê-lo, avança por túneis dentro de mim e ajuda-me a desenhar um mapa de mim. Eu ouço-a. Fico a ouvi-la durante horas e tento não esquecer nada porque quero aprender a perder-me menos vezes de mim próprio. (...) 






Começa hoje a Semana da Leitura 
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sexta-feira, 17 de março de 2017

SEMANA DA LEITURA 2017


Visita a tua BE Sá de Miranda e os expositores da tua escola e informa-te sobre as atividades à tua disposição.